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Processo Terapêutico

O processo terapêutico inicia-se com uma avaliação inicial (anamnese), onde são exploradas as principais dificuldades, o contexto de vida e os objetivos que a pessoa pretende alcançar. As sessões têm a duração de uma hora.

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Com base nessa avaliação:

- São definidos objetivos terapêuticos claros e realistas;

- É acordada a periodicidade das sessões;

- São esclarecidos aspetos como a abordagem a utilizar.

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Ao longo do processo:

- O progresso é reavaliado regularmente, podendo existir reformulação de objetivos, ou alterações ao nível da periodicidade sempre que necessário.

 

Sempre que a situação o justifique, poderá ser recomendada articulação ou encaminhamento para outros profissionais de saúde, garantindo que a intervenção responde de forma adequada às necessidades identificadas. 

​​O acompanhamento psicológico é, assim, um processo estruturado, colaborativo e adaptado à singularidade de cada pessoa. 

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Abordagens Terapêuticas​​​​​

              

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​A minha prática clínica integra diferentes modelos de intervenção psicológica, ajustados às necessidades específicas de cada pessoa.

Embora possa recorrer a outras abordagens sempre que tal se revele necessário ou útil, trabalho predominantemente com três referenciais teóricos que orientam a minha intervenção: a Terapia Cognitivo-Comportamental, a Abordagem Narrativa e a Abordagem Centrada na Pessoa.

Esta integração permite uma intervenção flexível, fundamentada cientificamente e adaptada à singularidade de cada processo terapêutico.

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​Terapia Cognitivo-Comportamental

A Terapia Cognitivo-Comportamental baseia-se na compreensão da relação entre pensamentos, emoções e comportamentos. A intervenção centra-se na identificação de padrões disfuncionais, na reformulação de crenças e na aquisição de estratégias concretas para promover mudança e regulação emocional. Trata-se de uma abordagem estruturada, orientada para objetivos e sustentada por ampla evidência científica.

Este trabalho é desenvolvido de forma integrada com o conhecimento atual sobre o funcionamento do cérebro, nomeadamente os mecanismos envolvidos na regulação emocional, nos hábitos comportamentais e nos processos de aprendizagem. Compreender como o cérebro opera permite definir estratégias mais eficazes e ajustadas à realidade de cada pessoa.

O conhecimento aplicado é uma ferramenta de mudança.

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Abordagem Narrativa

A Abordagem Narrativa parte do princípio de que os acontecimentos da vida não são neutros: o significado que lhes é atribuído influencia profundamente a forma como a pessoa se vê a si própria, aos outros e ao mundo.

Em contexto terapêutico, procura-se compreender como determinados significados se foram consolidando ao longo do tempo e de que modo podem estar a limitar possibilidades de ação, identidade ou bem-estar. O trabalho consiste em analisar experiências concretas, diferenciar a pessoa do problema e promover processos de ressignificação que permitam integrar a experiência de forma mais construtiva e alinhada com os seus valores e objetivos.

Não se trata de desvalorizar o que foi vivido, mas de ampliar a forma como essa vivência é compreendida e integrada

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Abordagem Centrada na Pessoa

A Abordagem Centrada na Pessoa, desenvolvida por Carl Rogers, valoriza a relação terapêutica como elemento central do processo de mudança. Assenta nos princípios de empatia, aceitação positiva incondicional e autenticidade, criando um espaço seguro onde a pessoa pode explorar a sua experiência interna com maior liberdade e clareza.

Neste enquadramento, a mudança emerge da ampliação da consciência, da congruência entre experiência e identidade e da capacidade de assumir responsabilidade pelo próprio percurso.

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Critérios para uma Intervenção de

Sucesso

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- O acompanhamento psicológico pressupõe compromisso e participação ativa. A duração do processo varia consoante os objetivos definidos, a natureza das dificuldades apresentadas e o investimento pessoal no processo.

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- Para além da presença nas sessões, a mudança exige envolvimento fora do espaço terapêutico. Sempre que pertinente, poderão ser propostas tarefas, exercícios ou estratégias a implementar no quotidiano, com o objetivo de consolidar aprendizagens e operacionalizar, na prática, o que é trabalhado em sessão.

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- A honestidade no processo é igualmente fundamental. Ninguém é obrigado a partilhar aquilo para o qual ainda não se sente preparado, no entanto, a construção de uma relação terapêutica sólida assenta na autenticidade e na verdade possível em cada momento.

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- O silêncio é respeitado e pode ser trabalhado dentro daquilo que cada um se sinta confortável a partilhar.

Todavia, a ocultação ou a distorção persistentes ou intencionais comprometem o processo. Muitas vezes, estas posturas refletem mecanismos de evitamento que importa compreender.

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- O investimento pessoal é um elemento central do processo.

A terapia é um trabalho conjunto, baseado na colaboração e na responsabilidade partilhada. Existem estratégias eficazes e caminhos possíveis para a mudança, mas não existem soluções automáticas ou transformações instantâneas.

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- Por fim, o encerramento do processo terapêutico deve, sempre que possível, ser preparado e discutido em sessão. A interrupção repentina, sobretudo quando começam a surgir melhorias, pode comprometer a consolidação dos ganhos alcançados. Um término estruturado permite avaliar progressos, identificar fatores de risco futuros e promover uma abordagem preventiva, reduzindo a probabilidade de recaídas.​​​​​​

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